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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Marcadores discursivos
Unidades linguísticas invariáveis que não desempenham uma função sintáctica no âmbito da frase, mas que têm uma função relevante na produção dos textos, estabelecendo conexões entre os enunciados, organizando-os em blocos, indicando o seu sentido argumentativo, introduzindo novos temas, mantendo e orientando o contacto do locutor com o interlocutor. Os marcadores discursivos podem subdividir-se em:
- Reformuladores (função de explicação e de retificação): ou seja, por outras palavras, dizendo melhor, ou antes, etc.
- Estruturadores da informação (função de ordenação): em primeiro lugar, por outro lado, por último, etc.
- Conectores (função de estabelecer uma relação semântica e pragmática entre os membros da cadeia discursiva): conjunções
- Operadores discursivos (função de reforço argumentativo e de concretização): de facto, na realidade, por exemplo, mais concretamente, etc.
- Marcadores conversacionais ou fáticos: ouve, olha, presta atenção, homem, etc.
sábado, 8 de junho de 2013
Verbos abundantes (na forma do particípio passado)
O João tem aceite ou tem aceitado todas as críticas?
- a forma regular, "aceitado" é a preferencial com os auxiliares ter e haver.
- a forma irregular "aceite" é a preferencial com os auxiliares ser e estar;
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Ricardo Reis
Ricardo
Reis (heterónimo de Fernando Pessoa) oferece-nos uma filosofia de vida influenciada pelo epicurismo, (a procura do prazer moderado - a única forma de prazer que pode perdurar -, pelo
estoicismo (a possibilidade da felicidade está em viver em conformidade com as leis do destino) e pelo “carpe diem” (aproveita o dia) do poeta romano Horácio.
A questão primordial do sofrimento e da morte encontra resposta na atitude do heterónimo pessoano que:
- Evita as ciladas da Fortuna, presentes nos instintos fortes e nas paixões que prendem o Homem ao transitório, mergulhando-o no sofrimento (para os epicuristas o verdadeiro bem não é o prazer violento, mas o estável, isto é, o que tende para a ausência de dor e de perturbação).
- Procura, como os epicuristas, o repouso e a ataraxia (ausência de perturbação).
- Goza em profundidade o momento presente (carpe diem de Horácio): «Vive com sensatez destilando o teu vinho / e, como a vida é breve, encurta a longa esp'rança»; « trata, pois, de colher o dia de hoje, / que nunca o de amanhã merece confiança».
- Aceita, como os estóicos, voluntariamente um destino involuntário; neste sentido, a liberdade não é outra coisa que não seja o conformar-se com a ordem natural das coisas, com o Destino: «Só esta liberdade nos concedem / Os deuses: submetermo-nos / Ao seu domínio por vontade nossa».
- Valoriza, como os estóicos, o poder da razão, em detrimento da emoção, merecedora de indiferença.
Manual Ser em Português 12.º Ano, Areal Editores, Junho de 2000.
Apesar
da procura do prazer e da felicidade, Reis considera
que nunca se consegue a verdadeira calma e tranquilidade, ou seja, a
ataraxia (a tranquilidade sem qualquer perturbação). Sente que tem de
viver em conformidade com as leis do destino, indiferente à dor e ao
desprazer, numa verdadeira ilusão da felicidade, conseguida pelo esforço
estóico disciplinado.
Ricardo
Reis é, portanto, o poeta clássico, da serenidade epicurista, que aceita estoicamente,
com calma lucidez (através do permanente exercício da racionalidade), a
relatividade e a fugacidade de todas as coisas.
Epicurismo (Fundado por Epicuro – séc. III A. C.)
O epicurismo defende o prazer como
caminho da felicidade. Mas para que a satisfação dos desejos (o prazer) seja
estável, sem desprazer ou dor, é necessário um estado de ataraxia, ou seja, de
tranquilidade sem qualquer perturbação.
Ideias fundamentais:
- Filosofia
que se destina a dar tranquilidade às pessoas.
- Defesa
do prazer como um bem, mas de um prazer moderado; virtude significa
prudência na busca do prazer.
- Devem
procurar-se os prazeres tranquilos e não as alegrias violentas.
- Recusa
do amor porque implica sofrimento – a amizade é o melhor prazer social.
- Busca
da ataraxia – estado tranquilo e pacífico da alma, livrando-se das paixões
e agitações.
Estoicismo (Fundado por Zenão – séc. III A. C.)
O estoicismo é uma corrente filosófica
que considera ser possível encontrar a felicidade desde que se viva em
conformidade com as leis do destino que regem o mundo, permanecendo indiferente
aos males e às paixões, que são perturbações da razão (indiferença e renúncia a
todos os bens do mundo). O ideal ético é a apatia, que se define como ausência
de paixão e permite a liberdade, mesmo sendo escravo (tensão e esforço para
chegar à virtude - “Suporta e abstém-te").
Ideias fundamentais:
- Crença
na conclusão de um ciclo (através do fogo), que seria substituído por
outro (a repetição cíclica era indefinida).
- Deus
é a alma do mundo e cada um de nós contém parte do fogo divino.
- A
vida individual deve estar de acordo com as leis da natureza (a virtude
significa viver de acordo com as leis cósmicas).
- Devemos
desprezar as paixões, porque conduzem ao sofrimento.
- Aceitação
calma da ordem das coisas.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Subordinação conjuncional - adverbial e substantiva completiva
Conjunções e locuções
conjuncionais subordinativas
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Adverbiais
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Causais
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Porque,
que, como, visto que, já que, pois que, por, visto, dado,…
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As crianças vêem
muita televisão porque os adultos
não conversam com elas.
As crianças
tornam-se passivas por verem televisão em excesso.
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Temporais
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Quando,
mal, apenas, enquanto, logo que, assim que, até que, primeiro que, sempre
que, todas as vezes que, desde que, antes que, depois que, antes de, depois
de, …
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“Mal nos conhecemos / Inaugurámos a
palavra Amigo.”
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Finais
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Que,
para que, a fim de que, para, a fim de, …
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Guarde o melhor
para o fim para que as suas
refeições tenham um final feliz.
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Condicionais
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Se,
a não ser que, a menos que, salvo se, contanto que, desde que, caso, excepto
se, no caso de, …
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Se
não participares no jogo, ficas só.
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Comparativas
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Como,
conforme, assim como… assim, assim como… assim também, bem como, mais [menos]…
do que, tão [tanto]… como
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“A pintura
embriaga mais que o próprio
vinho.”
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Concessivas
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Embora,
conquanto, se bem que, ainda que, mesmo que, mesmo se, posto que, nem que,
por mais que, malgrado, não obstante, apesar de, …
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Embora
seja pobre, viaja muito.
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Consecutivas
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Que,
[de tal modo]… que, [tão]… que, [tanto]… que, [de tal maneira]… que
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Choveu tanto que fiquei encharcada.
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Completivas
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Que,
se, para
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O boletim
meteorológico anuncia que amanhã
chove.
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Referências Bibliográficas
Na Gramática utilizada neste blogue, Gramática Prática do Português, da Raiz Editora, encontramos indicações claras acerca de uma das formas possíveis de registar a bibliografia.
Devemos, no entanto, prestar atenção às opções seguidas por quem pede um determinado trabalho para o qual vamos produzir uma lista bibliográfica.
Caso tenhamos liberdade de escolha, podemos seguir aquela que é talvez uma das formas mais comuns de registar a bibliografia.
![]() |
AZEREDO, M. Olga; PINTO, M. Isabel Freitas M.; LOPES, M. Carmo Azeredo, (2001), Da
Comunicação à Expressão - Gramática Prática de Português, Lisboa, Lisboa Editora,
p.400.
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